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Construtores de Almas

                                      Discere, contribute,docere non: saluto sine donis!

 

Professor e escritor de romances, textos teatrais, canções e promotor de silêncios profissional, atuando na área há séculos e aprendendo cada vez mais, pois as gerações invariavelmente se destacam por suas imperfeições, mas, nas entrelinhas há flores, que desabrocham, perfumam e morrem com a mesma velocidade com que a luz das estrelas chegam até aqui.

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                                                 Beleza, tristeza e certeza

      

      Nos meses de outono sob o luar frio e o ar gélido, em plena madrugada eu caminho tranquilo, carregando as minhas dores, observado pelas flores que desabam das árvores suavemente, justo à minha passagem, como se homenageassem a minha tristeza controlada, o nexo dos meus pensamentos desencadeando nelas uma reação natural maravilhosa.

         Com as mãos enluvadas devidamente protegidas dentro dos bolsos do casaco, caminho lento, um tanto trôpego, divagando sobre sei-lá-o-quê! É isso o que me ajuda a respirar! É isso e mais as estrelas, que desenham inúmeras formas, todas elas infalíveis para quem sofre dos males de amor.

        E os escritores perguntam em voz alta e agressiva, antes de entornar o resto do conhaque no copo, causando no corpo um fervor interno digno de um vulcão prestes a explodir impiedosamente: como falar com propriedade sobre algo que não se viveu? Como transformar em fantasia a realidade que muitos já experimentaram, e até hoje carregam as marcas no corpo e na alma.

          Nos meses de outono, ante aquele entorno silencioso o meu coração grita, acordando a todos os que ainda acreditam e formam a legião dos incompreendidos, dispostos a arriscar sorrateiramente o que não fariam jamais sob um sol perscrutador e impiedoso.

          O fogo da paixão transforma-se de acordo com a faixa etária, a experiência e as necessidades que movem o mundo através de cada engrenagem.

          Não se enganem, o outono, quando as folhas caem, realizam milagres de mudança pessoal, em partes igualitárias como uma bela árvore que perde a folhagem e expõe-se despida, uma beleza especial aparentemente destrutiva, mas disposta a recomeçar do zero e, no próximo verão oferecer belas sombras aos que nem sabem o quanto é preciso ficar nu diante dos seus pesares até recomeçar, produzindo beleza, tristeza e certeza.

 

 

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                      A vida social, como a conhecemos, exterminada

 

          Coberto de razões eu não quero mais ouvir as ruas. Não me importo absolutamente com o que a sociedade pensa, com os seus dogmas infantis, idiotizados, tentando plantar nos cérebros de quem está de bobeira ideais vergonhosos, de argumentos tão nocivos à vida em conjunto...

          Já não me animam as criações da juventude, nada originais, cópias que conseguem transitar rapidamente como uma verdade única, criada por alguém que faz uso das máquinas de propaganda.

       Sem a matéria prima fundamental, ou seja, capacidade de raciocinar, além de brigar, e humildade constante para aprender mais do que ensinar, e diversão pura, porque a vida é boa.

          O lodo que corrói os sapatos é falso, lhe empurrando para lugar algum capaz de lhe punir e ao mesmo tempo manter os seus pedidos intactos, insinuando que há mulheres que fazem do inferno uma realidade alternativa, o que os faz brincar com o que realmente conta, vivendo uma pré-abdução ou um curso rápido como serão as coisas de agora em diante.

          Resta saber o quanto estará disposto a mudar de dogmas tão simplesmente, que aos olhos ingênuos, tudo realmente ou perde o valor ou produz lucro indiscriminadamente.

          Vale o risco. Vale tudo. Som bem alto, covardia pilhada e o fim do planeta como o conhecemos. Isso está fora de questão!

 

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